domingo, 13 de março de 2011

Formação de um Hokidashi

O estilo Hokidashi

Hokidashi - vassoura

Este estilo é uma forma variante do estilo Chokkan por várias razões. Entre elas encontramos o tronco perfeitamente reto, o que é necessário para formação do estilo, a posição da copa se dá com o alinhamento vertical do tronco, ou seja, o ápice da planta deverá estar alinhado com a base do tronco, a distribuição dos três ramos principais é o mesmo do estilo Chokkan. Isto significa que:
● A primeira parte é para a direita ou esquerda.
O segundo vai em oposição ao primeiro, mas gira ligeiramente para o lado ou para trás para dar profundidade.
O terceiro é posicionado para trás.
● A distribuição dos demais galhos é feita de forma sucessiva aos primeiros diminuindo o comprimento final dos mesmos até o ápice, ou seja, ao olharmos a planta de cima e uma linha imaginária passando pelas pontas dos ramos do primeiro ao último galho obteremos uma espiral. 













A outra forma utilizada para a formação do estilo hokidashi é através da distribuição de ramos partindo diretamente do tronco, sendo que os ramos devem partir quase ao mesmo nível um do outro.
 

 


Nesta segunda forma, não há continuidade do tronco, de modo que os ramos movem-se para cima e para fora formando a copa.
Por fim, o nebari deve necessariamente ter um formato estrelado, ou seja, as raízes devem partir em todas as direções formando um desenho de estrela quando visto de cima.

Formação de um Hokidashi

Como o tronco deve ser necessariamente reto, deve ser trabalhada de uma muda preparada desde o início, sendo assim a melhor solução para formar um Hokidashi será a partir da semente. Porém existe a possibilidade de encontrarmos uma muda de viveiro ou um bom yamadori com todas essas qualidades, mas a tarefa não será necessariamente fácil.

Mudas do primeiro ano

● Plante as sementes com a ponta para baixo, para que a raiz principal nasça bem na vertical.
Cubra as sementes de cerca de 1 cm mistura.
Depois germinadas aguarde até que a planta tenha um par de folhas e que no centro das mesmas surjam os primeiros botões, assim como no desenho a seguir, esta é hora de transplantar. Ao mesmo tempo, corte a raiz pivotante deixando a no menor tamanho possível por três razões:
- É uma forma onde a pessoa não busca um forte desenvolvimento apical.
- Isso forçará o crescimento lateral das raízes contribuindo para o crescimento de brotos laterais.
- O corte da raiz pivotante poderá iniciar a formação do sistema radicular de forma estrelada, que é essencial para formar Hokidashi.


  











- Para o treinamento de pequenas árvores coloque-as em pleno sol durante alguns dias e depois em outro local na sombra parcial durante 10 dias.


- O substrato não deve ser muito grosso para não impedir o crescimento da raiz: areia 60%, 40% de turfa, ou terra vegetal ou substrato pronto para mudas.
- Comece a fertilizar apenas após um mês do transplante e durante os meses de crescimento vegetativo como primavera e verão.
 

 
A) O tronco tem um ramo.
Cortar o tronco, deixando três ou quatro folhas. Este tamanho oferece a primeira divisão em dois ou três troncos.
B) O tronco tem dois ramos.
Corte em duas ou três folhas para obter divisões adicionais.
 
C) O tronco tem três ramos ou mais:
Retire o que considerar mais fraco mantendo apenas os dois ou três mais fortes.
Mantenha a fertilização. Quando os galhos encontrarem-se parcialmente liquidificados (amadurecidos) corte-os deixando apenas dois ou três pares de folhas para que comece a divisão e ramificação dos galhos


SEGUNDO ANO

▪ Continue o processo de corte e deixe crescer, ou seja, quando os novos galhos que brotaram dos cortes anteriores estiverem parcial ou totalmente liquidificados, corte deixando novamente dois a três pares de folhas.
▪ Continue a fertilização nos meses de crescimento vegetativo.
▪ Faça isso até o final do verão e, simultaneamente, remova os galhos em excesso em cada bifurcação. Muito importante para que você possa admirar a sua estrutura no inverno (em árvores de folhas caducas = que caem no outono e inverno).
 
 
TERCEIRO ANO

▪ Em plena primavera, faça uma poda baixa nos ramos principais visando melhorar a estrutura de ramificação.
▪ Haverá uma formação de gemas em muitos cruzamentos, selecione dois por broto.
▪ O tamanho final dos ramos ao término do verão deverá ser idêntico ao segundo ano.



QUARTO ANO

▪ Um pouco antes da brotação de primavera, ou seja, ao final do inverno transplante para um vaso de bonsai.
▪ O vaso de bonsai por ser raso provocará um melhor desenvolvimento das raízes laterais (nebari)
▪ Pode as raízes em 1 / 3, outros 2 / 3 dependendo da espécie. Estude a espécie que está desenvolvendo, pesquise por matérias e informações específicas sobre cada espécie.
▪ Faça uma mistura de substrato na proporção da espessura do vaso
▪ Forneça uma quantidade moderada (meia dose da recomendada pelo fabricante) de fertilizantes porque você tem agora ramificações finas, não queremos mais que a planta continue a crescer, mas apenas que se mantenha saudável.

QUINTO ANO

▪ O estado da ramificação se torna cada vez mais fino devido as podas sucessivas.
▪ Faça podas de tamanhos diferentes e podas de desbaste, ramificando, dando forma à medida que cresce a árvore.
▪ Transplante a cada dois ou três anos, dependendo de cada espécie. Observação: esse tempo entre transplantes também aumenta de acordo coma idade da planta.



terça-feira, 8 de março de 2011

Vídeo sobre pinçagem de Ácer

Este vídeo italiano mostra de forma ilustrativa a maneira de efetuarmos a pinçagem das plantas do gênero Ácer, visando melhorar sua ramificação e diminuição do tamanho das folhas, deixando a planta com a folhagem mais compacta e com o tamanho de folhas mais proporcional ao tamanho de nossas plantas.

Meu primeiro Bonsai

Minha primeira experiência com Bonsai

Esse blog, não tem a pretensão de ser um informativo técnico sobre a arte do bonsai, mas um ponto de encontro e trocas de ideias entre amigos. A intenção é deixar gravadas experiências individuais e em comum, informações, dicas e caminhos para servirem de um norte para os que adentram a arte e outros já com parte do caminho.
Portanto vou começar a prosa de hoje contando minha primeira experiência, ou meu primeiro contato imediato com bonsai.


                                                                       Meu Mausai

A inspiração para a prosa de hoje veio de um tópico colocado no Fórum do Atelier do Bonsai, pelo amigo Edson Trevisan, onde ele e outros amigos estão contando sua iniciação na arte.
Acredito que muitos poderão se ver nessa situação ou já terem passado por ela.
Moro em um apartamento de pouco mais de 60m², com uma varanda de pouco mais de 1.1/2 m². Minha primeira planta foi uma muda de Fícus Benjamina Variegata comprada em um supermercado. Em minha opinião da época um lindo bonsai, porém hoje sei que de bonsai não tinha nada era apenas uma muda em um pequeno prato de plástico que só de longe lembra um vaso para bonsai. Estes meus amigos é conhecido entre os amantes da arte, por um trocadilho do inverso do nome, como “mausai".
Mas só tenho a agradecer a essa pequena muda, nunca a seu produtor, pois é coautor de uma farsa, que leva muitos a desistirem da arte devido as percas das plantas muitas vezes por inanição, por não serem alimentadas ou regadas da forma correta, por informações vagas ou errôneas colocadas naquelas pequenas etiquetas que muitas vezes nem ao menos identificam a planta. O mínimo que deveria ser feito por estes senhores, era ter um site onde estivessem disponíveis as informações mais completas e corretas. Desculpem o desabafo.
Bem meu agradecimento a muda se deve ao fato de que sou muito curioso e insistente. Depois de alguns meses (2 ou 3) cuidando da planta, vi que não havia desenvolvimento nenhum e que a planta parecia opaca, sem graça. Resolvi ir à luta, comecei a pesquisar sobre o assunto, blogs aqui, sites acolá, até chegar ao Fórum do Atelier do Bonsai, onde fui muito bem recebido e onde comecei a entender um pouco mais sobre a arte, através das matérias postadas no mesmo e da troca de informações e dicas com os amigos a quem muito devo.
Após conseguir dar uma melhor qualidade de vida a meu “mausai”,... que pecado chamá-lo assim..., e diga-se de passagem está comigo até hoje firme e forte – isso já tem 3 anos - e muito fuçar no fórum, comecei a fazer estacas de tudo que era planta, encher minha varanda com um monte de vasinhos com sementes. Mal conseguia colocar o pé na varanda, minha esposa já estava querendo por me para fora. Saia para parques públicos em busca de pequenas mudas que se formam ao redor de árvores matrizes, sementes e galhos para estaquia.
Andando pelas ruas de minha cidade, ou de outras localidades, bastava passar por alguma árvore que me chamava à atenção que parava na hora para ver se tinha sementes ou então cortar alguns galhinhos, deixava até um canivete bem afiado dentro do carro, aliás, confesso, deixo até hoje.
Quando não podia parar na hora, memorizava o local e procurava tirar fotos com celular da árvore para voltar depois ou então encontrar outro espécime da mesma árvore no caminho em um local onde pudesse parar.
Azar do meu pai e da minha mãe que moram em uma casa com bom quintal, devagarzinho fui me chegando e hoje devo ter em torno de 30 plantas por lá e o pior, como trabalho meu pai às vezes tem que estar lá regando elas para mim, dando uma olhada se tem alguma praga e etc. Já estou com 3 anos de envolvimento com a arte e ainda me considero um iniciante, parece que comecei ontem. Todos os dias surgem dúvidas e corro no fórum para pedir socorro.
Bem ao longo desses três anos, me desfiz da maioria das mudas. Algumas plantei em praças e outras doei. Realmente doloroso nos desfazermos ou perdermos uma planta. Sabemos que passaremos anos até conseguirmos transformar uma semente em bonsai, mais insistimos em plantá-las.
Amigos este post tem o único objetivo de ajudar aos iniciantes a se pacientarem diante da ansiedade de obter plantas e mais plantas.
Eu sei e acredito que os amigos também como é vergonhoso fazer determinadas perguntas aos que consideramos mais experientes, nos parecem ridículas, mas se não as fizermos acabamos por desistir da arte por não conseguirmos dar nem o primeiro passo. Fiz uma busca em meus primeiros pedidos de socorro no fórum, vários post sobre como germinar sementes e o primeiro sobre uma planta, foi exatamente do meu “mausai” de fícus, apenas uma mudinha na época e eu já queria achar um estilo.
Portanto perguntem, perguntem mesmo, não se sintam constrangidos, serão muitos os que tentarão ajudar-lhes sem pedir ou desejar nada em troca.
Ainda tenho muito, mas muito mesmo a aprender, mas me orgulho de passar a outros iniciantes assim como eu, as poucas experiências que tive e como sanei dúvidas e problemas. Tenho amigos que sempre me procuram via e-mail e até via fone para sanar suas dúvidas e não tenho a mínima vergonha em dizer que procurem colocar as dúvidas no fórum quando não sei responder, mas fico todo “prosa” quando sei a resposta e sei que estou ajudando.

Donegá.

Calda Sulfocálcica e Calda Bordalesa

Calda Bordalesa

A calda Bordalesa é um tradicional fungicida agrícola, resultado da mistura simples de sulfato de cobre, cal virgem e água*. Apresenta eficiência comprovada sobre diversas doenças fúngicas e também ação contra bactérias e repelência para diversas pragas. Oferece elevada resistência à inoculação e às chuvas. 

Ela não deve ser misturada a outros defensivos agrícolas, devido a sua elevada alcalinidade. A metodologia da aplicação e o preparo da calda são importantes para o êxito do tratamento, assim como a concentração e a qualidade dos ingredientes. 

A aplicação da calda bordalesa deve ser feita de preferência com pulverização em alta pressão, pois permite a formação de uma finíssima camada de proteção sobre os tecidos vegetais, impedindo a instalação e o desenvolvimento da doença. 

Obs:Quando preparada, essa calda tem validade de três dias.

Calda Sulfocálcica

A calda Sulfocálcica é também um tradicional defensivo agrícola, resultado do preparo em cozimento da mistura de enxofre, cal virgem e água. 

Apresenta ampla ação fungicida, inseticida e acaricida. É também considerada um fertilizante foliar conferido pelos polissulfetos de cálcio, fornecendo nutrientes às plantas, tais como cálcio e enxofre. 

Essa calda deve ser aplicada em períodos frescos do dia e com temperatura inferior a 28°C. Ela é altamente alcalina e corrosiva, danificando recipientes de metal, roupas e a pele. Para o seu manuseio e aplicação, deve-se utilizar o Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Nas diluições recomendadas é inócua aos mamíferos, sendo, portanto, de aplicação bastante segura. Apresenta seletividade média a insetos predadores( inimigos naturais de pragas), estando de acordo com os conceitos do MIP.

Calda Viçosa

A calda Viçosa é uma mistura de calda Bordalesa com micronutrientes. A uréia tem sido incluída na mistura para melhorar a absorção dos micronutrientes, enquanto o cloreto de potássio serve para evitar a inibição do zinco e do boro pelo cobre. Apresenta ação fungicida e fisiológica. Para ter boa eficiência, deve apresentar uma reação levemente alcalina: o pH ideal da solução deve estar entre 7,5 e 7,8.

A aplicação deve ser feita a cada 30-45 dias. A calda deverá ser preparada no mesmo dia da aplicação, utilizando-se alta pressão ( acima de 150 libras) na pulverização. Recomenda-se, no manuseio e aplicação dessa calda, o uso de Equipamento de Proteção Individual ( EPI).

Quais doenças e pragas são contoladas pelas caldas Bordalesa, Sulfocálcica e Viçosa?

A calda Bordalesa é recomendada para o controle das doenças fúngicas, verrugose, melanose e rubelose nas dosagens de 300 a 600 gramas de sulfato de cobre + 150 a 300 gramas de cal virgem para cada 100 litros de água. 

A variação da dosagem dos ingredientes ativos depende do estágio de desenvolvimento da planta. Para plantas jovens ou em florescimento utilizam-se dosagens menores e para plantas adultas, em estágio vegetativo, dosagens maiores. 

Nunca pulverizar esta calda com o sol quente, nem em temperatura muita baixa, pois perde a sua eficácia.

A calda Sulfocálcica é recomendada para o controle da rubelose, fungos de revestimento, ácaros, cochonilhas e bicho-furão, na citricultura. 
No tratamento de inverno, é indicada para a aplicação no tronco e nos ramos na densidade de 4° a 5° Beumê ( Be), que correspondem à concetração de um litro da calda concentrada ( 30° Be) em 8 a 12 litros de água. 

Ultimamente vem sendo utilizada com êxito para o tratamento fitossanitário no período vegetativo, pois, tendo custo baixo e eficiência, torna-se econômico o seu emprego. 
A densidade recomendada para o período vegetativo é de 0,5 ° a 0,8° Be, que correspondem às concentrações de 1:30 a 1:120, ou seja, 1 litro da calda concentrada para 30 a 120 litros de água. Para citros, é indicada a concentração de 1:30 a 1:50 .

Para o ácaro-da-leprose o controle com essa calda proporciona uma eficiência por 90 a 140 dias, em média. 

Outras pragas, como os ácaros da ferrugem, branco e mexicano, as cochonilhas dos ramos e troncos (parlatória, farinha) e de folhas( pardinha, vírgula, ortézia), a lagarta- minadora de folhas, o bicho-furão, e doenças, como a rubelose, a antracnose e a gomose, também são controladas pelo efeito trofobiótico dessa calda ( FRANCIS CHABOUSSOU).

A calda Sulfocálcica provoca uma pequena e suportável queda de folhas velhas, que simplesmente entram em senescência, caindo logo após transferirem seus componentes principais para as folhas próximas, não constituindo perda de reservas da planta. 
Pode ser fitotóxica em doses acima de 3% para brotações com menos de 15 dias e realizadas sob sol (temperatura acima de 28°C e umidade relativa abaixo de 65%).

Durante a sua aplicação, deve-se utilizar o Equipamento de Proteção Individual (EPI). 

Após a aplicação, tanto o Equipamento de Proteção como o de pulverização devem ser lavados com uma solução de 10% de vinagre ou limão para cada litro de água.

Após o tratamento com calda Sulfocálcica, esperar 15 dias para aplicar a calda Bordalesa e o inverso esperar 30 dias.

A calda Sulfocálcica não deve ser aplicada no momento da florada, e se utilizar uma concentração de 5%, pulverizar apenas os troncos.

Os inseticidas fosforados serão desativados pelo efeito do pH elevado das folhas. Não aplicar esses inseticidas misturados com óleo mineral e sais micronutrientes ou fertilizantes foliares.

A calda Viçosa é recomendada para o controle das doenças fúngicas gomose, verrugose, melanose, rubelose e queda prematura de frutos novos (podridão floral).


* Algumas fórmulas têm também em sua mistura um percentual de enxofre.


Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20071001120054AAL6Fyk

sexta-feira, 4 de março de 2011

Exposições de Bonsai

Este vídeo de exposição de bonsai tailandês é ótimo para estudo da estrutura das plantas, apesar de não conter explicações as imagens são bem posicionadas deixando assim bem  visível a parte de estrutura tanto baixa quanto aérea das plantas.
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Este segundo video é um complemento do primeiro.
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Outro vídeo interessante, porém com menos detalhamento das estruturas das plantas.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Estilos

Estilos usados para orientação na formação de um Bonsai
Muitos são os estilos usados para orientação dos artistas nessa arte e destes muitos são os subestilos, ou seja, muitas são suas derivações. Porém todos derivam de dois grupos: árvores de tronco único e árvores de troncos múltiplos.
Vamos observar aqui alguns destes estilos e suas derivações.

1. Tronco Vertical
É um estilo onde o tronco ergue-se verticalmente do solo a partir de um sistema radial de raízes, como os raios de uma roda de bicicleta. Na natureza ocorrem com árvores que nascem isoladas em terrenos pouco acidentados.
Sua copa em formato cônico, ou seja, triangular tem como principio a formação de seu primeiro galho ou pernada no primeiro terço da altura da árvore e seus demais galhos formam-se subsequentemente de forma alternada e diminuindo de comprimento até seu ápice.
Olhando-se a planta de frente têm-se a impressão de uma escada onde os galhos ou pernadas como também são chamados em planos horizontais ou levemente inclinados para baixo, imitando a forma natural em que o crescimento da árvore acontece.
1.1. Chokkan
Ereto formal, árvore de tronco reto, com varias pernadas distribuídas em seu redor.Este talvez seja o mais clássico de todos os estilos e dele derivam muitos outros.

Chokan - Ereto Formal
1.2. Hokidashi (Vassoura)
Hokidashi (nome em japonês) – Árvore de copa redonda, normalmente com o tronco reto e sua galhada se espalha de forma radial porém se desfolhado lembra um leque japonês. Sua obtenção se torna mais difícil, pois para um bom resultado e necessário atentar em muito para uma boa formação de galhos secundários e terciários. Podemos vê-la na natureza em várias espécies e locais (ex: laranjeira).
Existem duas variações: A primeira é quando todos os galhos nascem,  praticamente, no ponto mais alto do tronco. Já a segunda é quando existem galhos nascendo em diferentes alturas próximas ao topo do tronco.


Hokidashi - Vassoura
1.3. Chorão
Como derivado do estilo tronco vertical, podemos ter também o estilo chorão, sendo que o chorão também se encaixa em outras classificações. Seus galhos caem em uma forma suave, podemos encontrar na natureza como forma natural o Salgueiro-Chorão.

Chorão
1.4. Shakan – Tronco Inclinado
São árvores que apresentam o tronco, mais ou menos reto, mas descentrado do seu eixo, ou seja, inclinado.
Na natureza as árvores podem tomar esta formação devido a ventos constantes em uma só direção ou quando a árvore nasce abaixo de outras árvores mais velhas que lhe fazem sombra, forçando a nova muda a procurar por um lugar ao sol e ter seu pleno desenvolvimento. Normalmente utiliza-se uma inclinação entre 30 a 45 a graus, podendo ser o tronco principal levemente sinuoso ou reto. O equilíbrio geral da composição deve ser obtido com a exposição de raízes fortes principalmente no lado para o qual o tronco encontra-se inclinado diminuindo assim a sensação de instabilidade e fragilidade da planta. A disposição dos primeiros ramos que devem estar inclinados da linha horizontal para baixo.

Shakan - Tronco Inclinado
1.5. Moyogi – Tronco sinuoso
Na natureza encontramos diversas árvores de troncos sinuosos, fato este devido aos várias intempéries da natureza tais como, ventos, chuvas, iluminação, umidade entre outros. Na arte do Bonsai a este estilo é dado o nome de Moyogi, sendo um dos mais utilizados, justamente por dar a árvore uma maior impressão de maturidade e luta por sobrevivência passando a visão de planta de muita força e respeito.
Para este estilo podemos ainda ter algumas variantes com formas mais elegantes, curvas suaves e altura a ser levada em consideração sendo ainda vista por alguns bonsaístas devido a sua forma mais alongada e delgada como um estilo mais feminino.
Podemos ainda ter plantas com pouca curvatura dando a impressão de um “S” e curvas suaves.
Sinuoso torcido com marcas dadas pelo tempo, tais como “Jins e Sharis” onde formam-se partes de madeira exposta e morta.
Sinuoso Tortuoso com curvas mais drásticas e marcantes ao longo do tronco.
Sinuoso Tentacular, ou seja, parecido com tentáculos. Neste estilo os galhos que servem de estrutura principal da planta são grossos e podem partir rente ao solo ou um pouco acima deste, formando uma espécie de tentáculos.

Moyogi - Tronco Sinuoso
2. Raízes em Evidência
Neste estilo fica bem visível a preocupação do artista em demonstrar a ação do tempo sobre a sustentação da planta.
2.1. Neagari - Raízes Expostas
Baseado na natureza dos manguezais ou zonas onde existem efeitos das marés, onde nesses locais a maior parte das plantas tem suas raízes desnudas e visíveis acima do nível do solo.

Neagari - Raízes Expostas
2.2. Sekijojo - Raízes sobre Pedra
O nascimento de uma árvore em pequenas bolsas de terra entre as rochas, provocam durante seu crescimento a necessidade da busca de umidade e nutrição em outros terrenos férteis. Suas raízes então crescem por vãos da rocha até encontrar um solo que provocará o seu engrossamento. Raízes grossas que abraçam a rocha mostra claramente a longevidade da árvore.

Sekijojo - Raiz sobre Pedra
2.3. Ishitsuki – Raiz dentro da Pedra
Este estilo é muito confundido com o Sekijojo, porém sua diferença está no fato de o mesmo não suas raízes expostas, pois estas ficam dentro da pedra e não fora e aparente.

Ishitsuki - Tronco Duplo
3. Fukinagashi – Varrido pelo Vento
São encontrados normalmente em encostas principalmente no litoral onde ocorrem ventos fortes e predominantes em uma só direção. Suas pernadas ficam direcionadas em uma só direção e de forma paralela sendo voltados para o lado onde se encontra o menor ângulo interno do tronco. Pode ser demonstrada a ação dos ventos criando-se Jins no lado oposto, dando a impressão de galhos que tentaram ir contra os ventos e acabaram por se quebrar e secar.

Fukinagashi - Varrido pelo Vento
4. Bonsai Bunjingi – Literati
“Literati” é a palavra latim para “pessoas letradas” e este modelo de bonsai, elegante e irrepreensível, é inspirado nos quadros dos estudiosos “wenjen”, que os japoneses traduziram para “bunjingi”. O tronco deste modelo, encontrado principalmente nas costas ou em áreas onde as árvores crescem em direcção à luz, está marcado por várias curvas.
É o estilo mais sofisticado fugindo de regras e padrões. É considerado como uma pintura, um estilo simplesmente imaginado pelo artista que desenvolve com a árvore e o vaso uma obra de arte. Essas árvores de estranha forma, mas de rara beleza, são encontradas na natureza em regiões montanhosas e áridas de todo o mundo.
Este estilo surgiu entre os boémios, que cansados da rigidez dos estilos tradicionais e inspirados pelos pintores chineses “Sung do sul”, começaram a criar bonsai de linhas fluídas, ligeiras e limpas em que a
massa verde apenas tinha uma pequena representação. São bonsai em que a linha dominante é a altura e em que o vazio está muito presente.

Bunjingi - Literati
5. Han Kengai – Semi Cascata

Han-kengai – semi cascata, neste estilo é a primeira pernada que se estende para baixo, tendo um movimento dominante sobre o ápice.
Este estilo, Han-Kengai, é facilmente encontrado em precipícios montanhosos ou precipícios a beira-mar também sendo visto próximos a rios e lagos, onde a árvore avança na direção da umidade e do reflexo da luz do sol na água.
O estilo cascata é muito popular na China simbolizando árvores que se agarram a uma face do precipício onde elas são castigadas pela neve e o vento.
A regra que não deve ser quebrada é a de que o ponto mais baixo da árvore deve estar abaixo da borda do vaso mas, acima do fundo do vaso.

Han-Kengai - Semi Cascata
6.Kengai – Cascata
Kengai – Cascata, planta cujo ápice cresce para baixo, é usual verem-se árvores na natureza adquirirem esta forma quando crescem em montanhas em que o peso da neve e os ventos as fazem crescer para baixo projetando-se pela encosta da própria montanha. Tem esse nome por assemelhar-se a uma cascata de água, extremamente artístico e decorativo.

Kengai - Cascata
7. Yose-Ue – Bosque ou floresta
Faz-se com um conjunto de bonsai plantados em grupo e em número ímpar, para criar o efeito de uma floresta em miniatura.
É um estilo atraente por sua beleza quando bem composto e exige bom conhecimento da técnica para que possa representar um ambiente com muita naturalidade. As plantas devem possuir beleza individual é ao mesmo compor com as demais plantas um conjunto harmônico.

 Yose-Ue - Bosque


8. Kabudashi – Troncos Multiplos
A copa de cada tronco é trabalhado tendo em conta o conjunto, de modo que alguns troncos podem-se usar como pernadas, não sendo necessário que tenham um  ápice definido, fazendo com que a copa seja formada pelo conjunto dos diferentes troncos.
Neste estilo os troncos são  desenvolvidos a partir da mesma raíz e normalmente logo a partir do solo. Como cada tronco procura a sua própria fonte de luz, estes estendem-se em várias direções, mas o conjunto revela-se muito harmonioso.

Kabudashi - Troncos Múltiplos
9. Ikadabuki - Balsa
Ikadabuki – Balsa – Na sequência de uma intempérie, uma árvore cai, fica na horizontal. A partir dessa árvore criam-se novas raízes ficando o tronco a parecer uma raiz comum quase reta. Os ramos laterais formam os novos troncos.

Ikadabuki - Balsa
10. Sokan – Tronco duplo
Neste estilo o bonsai é formado por dois troncos a partir de uma mesma raiz dividindo-se a partir do solo ou logo acima deste. No entanto, um dos troncos mantém-se predominante.

Sokan - Tronco Duplo
11. Outras Variações de Troncos Múltiplos
11.1. Troncos múltiplos de uma só raíz
SOKAN - um tronco duplo
KABUDACHI - troncos agrupados provenientes de um único sistema de raíz.
KORABUKI - vários troncos sobre um mesmo toco em forma de casca de ostra.
IKADABUKI - são troncos formados pelos galhos de um tronco principal deitado na superfície em forma de balsa
NETSUNAGARI - vários troncos que surgem de uma só raíz, com estilos sinuosos
11.2. Troncos múltiplos (bosque)
SOJU - com dois troncos
SAMBON-YOSE - com três troncos
GOHON-YOSE - com cinco troncos
NANAHON-YOSE - com sete troncos
KYUHON-YOSE - com nove troncos
YOSE-UE - mais de nove troncos
YAMAYORI - árvores agrupadas de forma natural
TSUKAMI-YOSE - troncos múltiplos saídos de uma mesma base

12. Sharimiki – Madeira Morta
Sharimiki – planta com várias zonas de madeira morta, neste estilo mais importante que a forma do Bonsai (que até se pode incluir noutro estilo, é a quantidade de zonas do tronco mortas (shari), bem com de ramos mortos (jin), normalmente representa uma árvore bastante velha e fustigada pelas condições climáticas.

Sharimiki - Madeira Morta Exposta
13. Tanuki Bonsai – Sobre Tronco Morto
Como o próprio nome especifica, este é um estilo onde se usa como base um tronco morto onde se enlaça uma planta viva. É um estilo que causa muitas controvérsias entre bonsaístas, alguns aceitam como mais um estilo e outros não. Para leigos este estilo pode ser confundido com o estilo Sharimiki.

14. Estilos Africanos de Bonsai
Ainda não encontrei matérias específicas em revistas ou livros sobre estes estilos, então as informações aqui contidas visam mais o conhecimento da existência destas. Mesmo as informações obtidas em sites ou blogs é ainda muito escassa.


14.1. Flat Top Style
O estilo do figo silvestre pode ser considerado como uma das variações do estilo vassoura.
A característica dominante do estilo é uma silhueta tipo guarda-chuva com uma extensão total do ramo principal e copa extremamente ampla e espalmada. O aumento generalizado destas árvores é uma característica da maioria das espécies de Ficus encontrados nas regiões tropicais do mundo.
Flap top na natureza Africana

14.2. Estilo Baobá
O Baobá é uma árvore nativa que cresce nas partes mais secas da África tropical. Esta enorme árvore, por vezes de forma estranha fascina todos que a vêem.
Os botânicos descrevem o baobá como um monarca, um monstro de um mundo pré-histórico, um elefante vegetal ou uma cenoura que cresce de cabeça para baixo. Algumas tribos Africano chamam-no de árvore que foi plantada de cabeça para baixo pelos deuses.
Esta árvore não é conhecida pela sua altura, que varia entre quatorze e vinte metros, mas a sua enorme grossura. Uma grande rocha, aparentemente, uma vez que acampamos em um baobá com uma circunferência de 26 metros.

14.3. Bushveld Estilo
O bushveld (ampla região de terras selvagens na África do Sul) é uma área ampla encontrada nas partes mais quentes subtropicais da África Austral. As árvores que crescem nesta área têm características específicas de crescimento natural e, como na maioria das espécies de árvores Africanas, a estrutura do ramo é muito informal e em ziguezague. As condições de seca dificultam o desenvolvimento destas árvores, resultando em suas formas originais.
O objetivo principal do estilo é conseguir uma aparência natural e irradiam um ar de força e resistência.

14.4. Wild Style Fig
O estilo de figo silvestre pode ser considerado como uma das variações do estilo vassoura.

14.5. Pierneef Estilo
O Pierneef ou guarda-chuva aberto é uma forma exclusiva da África. O continente Africano tem a maior variedade de flora do mundo, mas a acácia domina o cenário Africano. Estas árvores com copas soberbas em semi-círculo, como guarda-chuvas abertos, inspiraram Charles a desenvolver um novo estilo Africano.
A forma guarda-chuva é uma forma espontânea e foi nomeada assim após o conhecido artista Sul Africano, Jacob Hendrik Pierneef, que retratou muitas dessas árvores em suas pinturas.

14.6. Wonderboom Estilo
O cotovelo ou estilo Wonderboom originou e, extraordinariamente grande e famosa figueira selvagem que cresce nas encostas norte das montanhas Magaliesberg, uma gama que se estende para os subúrbios da cidade de Pretória.
É comumente conhecido como o Wonderboom, o que significa árvore de maravilha, ou melhor, árvore, único.
Ao longo dos séculos, os ramos longos espalhados começaram a crescer para baixo e vieram descansar no chão como um homem velho descansando os cotovelos. Os galhos enormes, em seguida, criaram raiz e brotaram como árvores novas. Vários desses ramos, por sua vez deram origem a um terceiro círculo de árvores.
Hoje, o Wonderboom tem uma altura de aproximadamente 25 metros e um spread de cerca de cinqüenta e cinco metros. De cem mil pessoas podem se sentar à sombra desta árvore única.

15. Bankan
É um estilo considerado de inspiração mais chinesa. Lembrando o moyogi, porém as curvas do moyogi são mais suaves e no bankan são mais abruptas podendo até mesmo dar voltas sobre si mesmas, tais como uma serpentina. Também é considerado um estilo mais tipicamente comercial.

Bankan